sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Às vezes eu queria não sentir. Que mal tem jogar um pouco de sentimento pela janela? Ou guardá-los naquela gaveta velha de meias, onde papai cisma em deixar uma caneca de café frio. O peito dói, meu pequeno. E inevitavelmente, seu rosto me vem na memória sempre que leio ”Madame Bovary”. Sempre tentei desviar, pensar em flores ou campos. Ah, meu pequeno, o mundo era tão florido antes de você ir embora. Eu volto a me perguntar: Que mal tem em jogar um pouco de sentimento fora? Eu preciso me libertar, preciso deixar de ser tão sua. Ou você me abre um espaço nessa sua vida corrida ou me devolva as chaves dessas malditas algemas.
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